Recomeçar é preciso
Já tive alguns blogs que fui abandonando pelo caminho. Mas nenhum como esse! Já passei maus pedaços durante a vida e achava que estava tudo superado.
Mas aí vem a vida com suas peças e me faz recomeçar aos 42 anos, depois de 13 anos de casamento e com 2 filhas pequenas...
Sim a separação foi decisão minha, eu que saí de casa. Mas não havia outro jeito. Foi uma decisão difícil que foi pensada e repensada por longos 4 anos, e que só foi realmente efetivada porque o outro colaborou.
Imagine uma mulher que assume uma casa enquanto o esposo perde o emprego. Ela passa a trabalhar 3 vezes mais que antes, cuida da vida profissional, familiar e esquece do pessoal por pura falta de tempo.
Durante todos esses anos tenta conversar com o marido, procura entender e justificar porque ele anda agressivo e estúpido. Ele não tem paciência com ela, passa cada vez mais tempo no celular e no computador. Quando conversam sempre é para discutir, até que ela decide não discordar mais dele para evitar brigas.
Os anos se passam e a situação fica cada vez pior, ele não vê o que está acontecendo e nega. Ela desconfia e um dia descobre a traição que ele jura não ter passado de intenção apenas. Faz diferença ter sido efetivada ou apenas ter sido a intenção? Muda alguma coisa ser virtual ou real? Diante de tudo o que estava acontecendo há anos, não fazia diferença.
Essa mulher sou eu, essa história é a minha.
Seria menos doloroso fingir que nada aconteceu, mas não foi apenas a suposta traição o motivo da separação. Eu já não existia nesse casamento há muito tempo, há anos. Chorei muito sozinha, engoli muito minhas palavras, minhas vontades. Essa não foi a primeira vez que houve rumores de traição, mas foi a primeira vez com alguém da mesma cidade. Se eu continuasse a ignorar esses sinais, poderia desperdiçar ainda mais anos da minha vida com alguém que não reconhecia meu valor.
Estou sofrendo. Menos do que se espera de alguém recém separada, mas sofro. Sofro pelos sonhos frustrados, planos abortados, desejos não realizados. Sofro por não ter sido amada como amei, por não ter sido capaz de proporcionar para minhas filhas uma família feliz e unida.
Recomeço sem pretensão de ser a vítima. Definitivamente não sou vítima, eu decidi retomar a direção da minha vida. Eu decidi que do jeito que estava não era vida.
Mesmo assim dói. Não por amor, por saudade, mas por decepção. Nesse momento o que mais desejo é recuperar minha saúde que perdi em meio a esse processo todo, e que o tempo passe, corra, que as cicatrizes cheguem e que eu possa viver em paz.
Mas aí vem a vida com suas peças e me faz recomeçar aos 42 anos, depois de 13 anos de casamento e com 2 filhas pequenas...
Sim a separação foi decisão minha, eu que saí de casa. Mas não havia outro jeito. Foi uma decisão difícil que foi pensada e repensada por longos 4 anos, e que só foi realmente efetivada porque o outro colaborou.
Imagine uma mulher que assume uma casa enquanto o esposo perde o emprego. Ela passa a trabalhar 3 vezes mais que antes, cuida da vida profissional, familiar e esquece do pessoal por pura falta de tempo.
Durante todos esses anos tenta conversar com o marido, procura entender e justificar porque ele anda agressivo e estúpido. Ele não tem paciência com ela, passa cada vez mais tempo no celular e no computador. Quando conversam sempre é para discutir, até que ela decide não discordar mais dele para evitar brigas.
Os anos se passam e a situação fica cada vez pior, ele não vê o que está acontecendo e nega. Ela desconfia e um dia descobre a traição que ele jura não ter passado de intenção apenas. Faz diferença ter sido efetivada ou apenas ter sido a intenção? Muda alguma coisa ser virtual ou real? Diante de tudo o que estava acontecendo há anos, não fazia diferença.
Essa mulher sou eu, essa história é a minha.
Seria menos doloroso fingir que nada aconteceu, mas não foi apenas a suposta traição o motivo da separação. Eu já não existia nesse casamento há muito tempo, há anos. Chorei muito sozinha, engoli muito minhas palavras, minhas vontades. Essa não foi a primeira vez que houve rumores de traição, mas foi a primeira vez com alguém da mesma cidade. Se eu continuasse a ignorar esses sinais, poderia desperdiçar ainda mais anos da minha vida com alguém que não reconhecia meu valor.
Estou sofrendo. Menos do que se espera de alguém recém separada, mas sofro. Sofro pelos sonhos frustrados, planos abortados, desejos não realizados. Sofro por não ter sido amada como amei, por não ter sido capaz de proporcionar para minhas filhas uma família feliz e unida.
Recomeço sem pretensão de ser a vítima. Definitivamente não sou vítima, eu decidi retomar a direção da minha vida. Eu decidi que do jeito que estava não era vida.
Mesmo assim dói. Não por amor, por saudade, mas por decepção. Nesse momento o que mais desejo é recuperar minha saúde que perdi em meio a esse processo todo, e que o tempo passe, corra, que as cicatrizes cheguem e que eu possa viver em paz.
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