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Divórcio concretizado

Finalmente o tão esperado dia chegou. Tão esperado quanto foi o dia do casamento, só que o divórcio trazia uma insegurança e medo, que não tinha no dia do casamento. Umas certezas que não deveriam ter existido mas... No dia da audiência, ao chegar ele se sentou do meu lado. Até parecíamos um casal civilizado que esperava pela oficialização do divórcio. Mas o que ouvi depois de entrar na sala de audiência me chocou. Um homem que não aceitava o fim mas concordava com o divórcio. Alegou impossibilidade de pagar pensão, ficando reduzido a 10% do salário mínimo, mais o compromisso de levar e trazer as filhas da escola, mesmo assim, alegou que esse compromisso dificulta que ele consiga um emprego. Disse que não tem condições de dividir as dívidas que ficaram do casamento, fruto dos 3 anos de desemprego dele. E o mais doloroso, foi ouvir que não precisa visitar as filhas aos fins de semana pois ele fica mais com elas do que eu, durante a semana. Ele também recusou a visitação. Isso doeu. V...

4 meses depois da separação...

O tempo está passando. Isso é bom, pois tudo vai se reconstruindo. Para mim que já tinha a certeza de que a separação era o único caminho, está sendo difícil, imagino para quem age impulsivamente. Tenho 2 filhas como já disse, e minha preocupação constante é o bem estar delas. O genitor, mesmo depois de tudo que fez (só agora me dei conta que não relatei o que ele fez) ainda não assumiu sua responsabilidade no fracasso do casamento. Tem de maneira talvez inconsciente deixado isso abater sobre as meninas. Sei que há um longo aprendizado pela frente, no entanto eu já assumi esse caráter educativo do fim, e isso facilita muito a reconstrução. A dor existe, como hoje por exemplo, a sensação de fracasso insiste, pior é que sinto que fracassei em algo que não existia. Penso em tudo que vivi nesses 13 anos, foi um início bom se eu não considerar tudo que descobri depois. Ao longo dos anos ele foi me relatando e tudo que achei ter sido romântico não era. É difícil aos 42 anos se ver de no...

Separação, e as filhas?

Aí que depois de 13 anos de casamento, chega a hora de dar um fim. Desgaste pelo tempo e pela falta de compreensão do outro do que é de fato um casamento.  Sofri por longos 4 anos até conseguir de desvencilhar e dar um basta. Agora 3 meses após a separação ele de fato se deu conta que não tem volta. Só se deu conta porque se viu obrigado a voltar a morar na casa dos pais. Não foi por amor a mim ou pelas filhas, e prova disso é que passou a cometer uma das piores coisas que poderia : alienação parental. Ele resolveu colocar as meninas contra mim dizendo que somente eu decidi pela separação. Que eu não pensei na família. Que ele está sofrendo e a culpa é minha, que pela minha raiva dele me separei. Verdade que tenho que ouvir tudo isso?  Quem procurou uma garota de programa enquanto eu trabalhava para sustentar a família?  Quem após longos dias de trabalho, passava os fins de semana trabalhando e fazendo faxina enquanto ele ficava reclamando da minha cara feia? Q...

Reconstrução

Como é incerta essa fase que estou vivendo. Meu terapeuta não entende,  muito menos eu. Como posso estar passando por uma situação tão delicada e me manter calma? Primeiro que não sou uma pessoa calma, pelo contrário. Mas no caso da separação tenho me mantido aparentemente tranquila. Preciso explicar, a separação só aconteceu agora, mas foram 4 anos tentando conversar, consertar um relacionamento que não tinha jeito. Para ter conserto as duas partes precisam querer, e isso não acontecia. Vivi os últimos 4 anos num relacionamento abusivo, sendo humilhada constantemente. Me anulei completamente, passei a não colocar meu ponto de vista pra nada, me afastei dos amigos e da minha família por vergonha da situação que vivia. Tinha vergonha do que havia me tornado. Afastei minha família, pois sempre que estava com eles eu me esforçava demais para não deixar que ele me humilhasse na frente dos meus familiares, era sempre uma situação de muito estresse. Não queria que minha família visse ...

Meu espaço, seu espaço

Nada como voltar ao trabalho e a rotina diária. Sim dizem que a rotina é tediosa, mas garanto que ela também pode ser doentia em caso de ser vazia e fútil. O período de férias desse ano de certa forma foi necessário para que eu corresse com a separação e a mudança, mas depois disso só me fez mal. A cada dia sem nada para fazer ia ficando mais doente, somente agora voltando a correria me sinto melhor. As crianças também voltaram à escola, e a vida vai tomando seu rumo. O pai das meninas me tirou do sério essa semana, e a elegância que meu terapeuta dizia ver em mim foi a merda. Perdi completamente a paciência, mas valeu a pena, ele se encaixou e me deu paz o resto da semana. Acontece que como não tinha horário de trabalho definido, nessa semana fui a terapia na terça a noite. Cheguei do trabalho as 5 e avisei o pai das meninas que já podia trazê-las. Quase 18h e nada, então mandei mensagem dizendo que eu tinha compromisso a noite e elas precisavam tomar banho e jantar antes de sairmo...

Recomeçar é preciso

          Já tive alguns blogs que fui abandonando pelo caminho. Mas nenhum como esse! Já passei maus pedaços durante a vida e achava que estava tudo superado.           Mas aí vem a vida com suas peças e me faz recomeçar aos 42 anos, depois de 13 anos de casamento e com 2 filhas pequenas...           Sim a separação foi decisão minha, eu que saí de casa. Mas não havia outro jeito. Foi uma decisão difícil que foi pensada e repensada por longos 4 anos, e que só foi realmente efetivada porque o outro colaborou.           Imagine uma mulher que assume uma casa enquanto o esposo perde o emprego. Ela passa a trabalhar 3 vezes mais que antes, cuida da vida profissional, familiar e esquece do pessoal por pura falta de tempo.           Durante todos esses anos tenta conversar com o marido, procura entender e justificar porque ele anda agressivo e estúpido. Ele não tem...